quinta-feira, 16 de outubro de 2025

CONTO INFANTIL

 

               A MENINA VIRTUOSA

 

            Era uma vez, na tranquila cidade de Rosa dos Ventos, uma

 menina chamada Areta.


            Todos diziam que ela tinha um coração virtuoso — desses que

 espalham amor por onde passam.

 

 

                 Imagem gerada

 

         Areta gostava de acordar cedo para preparar o café da manhã

 e organizar a casa antes que todos levantassem. 

          Em seguida, cuidava de seus animais de estimação. Parecia que eles haviam esperado o dia inteiro por aquele momento, miando e latindo até Areta colocar a ração.

          As pessoas se admiravam: como uma menina tão pequena

 podia ser tão prestativa e cuidadosa?

     

 

                                      Imagem gerada

        Até os nove anos de idade, Areta era poupada das tarefas

 domésticas. A mãe dizia que a cozinha não era lugar para crianças e

 que a arrumação da casa era um trabalho pesado.

             

 

        Mas Areta gostava de ajudar. Começou como quem brinca

 de casinha — dobrando as roupas, arrumando a cama e varrendo o

 chão. Depois aprendeu a pôr a mesa, a fazer o café com leite e a

 lavar as louças.


           Imagem gerada

        Ela também levava os estudos a sério. Gostava de reunir

 os coleguinhas, colocar as cadeiras em fila e escrever o dever na

 lousa que havia ganhado de presente.

           Uma imagem contendo Texto

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

         Duas vezes por semana, às terças e quintas, tinha aulas de

 balé — sua atividade mais esperada. Areta se dedicava com afinco:

 equilíbrio, ritmo, postura, flexibilidade.

         

              Imagem gerada

 

 

           Nas segundas e quartas, praticava natação, algo que amava

 desde os cinco anos. Era importante saber nadar nas piscinas do

 condomínio, e ela se sentia livre sempre que mergulhava.

 

                               Imagem gerada


          Às vezes, Areta usava o celular, mas logo desligava para cuidar das responsabilidades. Às sextas-feiras, podia usá-lo com mais tempo, mas sempre para coisas boas: conversar com as amigas, ler notícias ou assistir a algum desenho religioso.

 

           

    Nas manhãs ensolaradas, todos se ocupavam em suas rotinas.

 Depois do almoço, quando o tempo esfriava e a chuva caía sobre

 Rosa dos Ventos, era costume os moradores tirarem uma soneca.

 

 

           

       Areta aproveitava para cuidar dos animais. Levava os

 cachorros e gatos até a área descoberta da lavanderia, dava-lhes

 banho e limpava as vasilhas.       

        Entre sabão, risadas e respingos, era um momento de alegria e carinho.


              

        Mas, a vida de Areta não era só alegrias, as vezes ela passava por situações que testavam suas virtudes.

               Certo dia, Areta enfrentou um grande problema, seus pais se separaram, e de repente, tudo o que era familiar pareceu mudar de lugar.

 

              Desenho de pessoas em pé

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

              A casa ficou silenciosa, o quarto maior e vazio, e o coração

 dela, apertado — cheio de perguntas sem resposta.

         Com o tempo, o pai se casou novamente, e Areta passou a passar um tempo morando com ele e a madrasta.       

         No início, tentou ser gentil, mas a nova mulher da casa não compreendia sua doçura. Aos poucos, Areta foi privada das coisas que mais amava: o balé, a natação e até o celular que usava com tanto cuidado.

 

 

                                Desenho de um urso de pelúcia

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

              

 

        Ela tentou contar ao pai o que acontecia, mas ele sempre chegava cansado do trabalho. E, no café da manhã, a madrasta encontrava um jeito de impedir que os dois tomassem café juntos.

               Imagem digital fictícia de personagem de desenho animado

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

     

          Foram dias de tristeza e solidão. Mas Areta não se deixou

 endurecer.


             Em vez de reclamar, voltou-se à oração.


             Lembrava-se das palavras da mãe:

“Quando não puder mudar o que acontece ao seu redor, peça a Deus que cuide de você.

          Todas as noites, ajoelhava-se ao lado da cama e falava com Deus. Pedia sabedoria, paciência e um coração manso para suportar o que não podia compreender.

 


                 

 

         Aos poucos, encontrou novas formas de preencher o tempo.

 Voltou a ler os livros que a mãe deixara, ajudava nas pequenas

 tarefas da casa e começou a cuidar das plantas da varanda.


         Cada flor que desabrochava era, para ela, um sinal de esperança

          — de que as coisas podiam florescer de novo, mesmo em meio à dor.

        Um dia, a madrasta a observou regando as flores e percebeu algo diferente naquela menina. Não havia revolta em seu olhar, apenas

 serenidade.

 

                                     

 

      E, sem perceber, o coração da mulher começou a se abrandar.             Com o passar dos dias, a madrasta começou a mudar..

        Já não conseguia ser tão dura ao ver Areta cuidando da casa com carinho, ajudando sem reclamar e sempre encontrando tempo para orar e desenhar.

      Certo dia, ao entrar no quarto, encontrou um caderno sobre a escrivaninha. Nele, havia um desenho de uma mulher e uma menina abraçadas diante de um jardim florido.
      Com os olhos marejados, a madrasta se sentou e esperou Areta chegar.

           E assim que Areta entrou, a madrasta perguntou:
          — Você desenhou isso para mim?
Areta sorriu timidamente.
          — Eu só queria que a gente pudesse ser amigas.

          A madrasta respirou fundo e a abraçou pela primeira vez.

                 

     

        A partir daquele dia, o lar ficou mais leve. O pai percebeu a

 harmonia voltando, e aos poucos, o amor e o respeito reconstruíram

 o que antes parecia perdido.

         Areta compreendeu que a verdadeira virtude não está apenas em obedecer, mas em continuar sendo bondosa mesmo quando o mundo parece injusto.

     

               

        A madrasta passou a incentivar que Areta frequentasse as aulas

 de balé e natação, e que cuidasse de seus animais de estimação.

        Até o celular Areta estava liberada para usar.

        E todas as manhãs, a madrasta fazia de tudo para que pai e filha tomassem o café juntos.

    E assim, entre flores, livros e orações, a menina virtuosa transformou o próprio lar — e também um coração endurecido — com a força amorosa de suas virtudes.

 

                                                     Fim


Autora: Mariluci Pinheiro e Andréa Alice

Ilustração: chat GPT e Gemini.